Instituto Brasilidades
A cultural popular brasileira é direito de todo o cidadão, para compreensão e reflexão de sua história.
20.5.13
19.5.13
Samba autoral II
Seguem os sambas apresentados na segunda edição do projeto Samba Autoral, do Brasilidades.
Durante a nossa roda, abrimos espaço para quem quiser mostrar sua obra.
Não tem inscrição nem seleção...é só chegar com algumas cópias da letra cifrada para o acompanhamento e mandar o samba entre 18h e 19h!
Durante a nossa roda, abrimos espaço para quem quiser mostrar sua obra.
Não tem inscrição nem seleção...é só chegar com algumas cópias da letra cifrada para o acompanhamento e mandar o samba entre 18h e 19h!
Mal de amor
(Igor Avelin e Rodrigo Filé)
Vai na curimba que o preto velho mandou
É único jeito para curar o mal de amor (2x)
É único jeito para curar o mal de amor (2x)
Já bati cabeça, rezei pro meu santo
Um banho de ervas pra tirar o encanto
Fui à cachoeira fazer meus pedidos pra mamãe Oxum
Acendi uma vela pro meu XangôBati o tambor, meu Pai, Caô
E foi aí que a mandinga do Preto “funfô”
Um banho de ervas pra tirar o encanto
Fui à cachoeira fazer meus pedidos pra mamãe Oxum
Acendi uma vela pro meu XangôBati o tambor, meu Pai, Caô
E foi aí que a mandinga do Preto “funfô”
Começou a sessão com ele dizendo “como tá suncê”
Se suncê tiver mal de amor, o tambor eu vou ter que bater
Uma defumação com charuto na mão
Pedi ao meu santo uma proteção
Porque de amor, meu sinhô, eu não posso sofrer
Se suncê tiver mal de amor, o tambor eu vou ter que bater
Uma defumação com charuto na mão
Pedi ao meu santo uma proteção
Porque de amor, meu sinhô, eu não posso sofrer
Lá vem ele
(Igor Avelin)
Lá vem ele cambaleando e trocando os pés
Depois de uns goles o tamborim é o seu revés
E o surdo vai se tornando o seu pior inimigo
Junto com o compasso finalizam o seu castigo
O castigo nao é beber
É depois, o que vai fazer (2x)
E o pior de tudo é que ele nunca sofrer sozinho
Sempre estraga o que ta redondinho
E a rapaziada nao sabe como proceder
Tem que mandar desaparecer (2x)
Ele sempre quer se atrever a ficar cantando
Fora do compasso sempre se atravessando
Onde é que isso vai parar
Nao é possível mais aturar (2x)
Pensando cá com os meus botões
Porque os bordões
Insistem a silenciar
Porque os bordões
Insistem a silenciar
Em meio a tantos batidões
Os violões
Estão tendendo a se calar
Os violões
Estão tendendo a se calar
Em sua primazia
A harmonia
Hoje torta
Já nem se importa
Em uma nota ocultar
A harmonia
Hoje torta
Já nem se importa
Em uma nota ocultar
Até quando vai ficar assim?
O importado vale mais que o que nasceu aqui
Será que realmente está certo assim?
Será o fim
O cavaquinho, o violão e o tamborim
Vão chorar...
O importado vale mais que o que nasceu aqui
Será que realmente está certo assim?
Será o fim
O cavaquinho, o violão e o tamborim
Vão chorar...
Wilson Baptista e o futebol
Segue abaixo o material que rolou na última roda, sobre o centenário de Wilson Baptista, tema do nosso projeto Compondo a História em 2013.
Wilson Baptista – E o futebol
Wilson Batista foi uma dos principais sambistas a abordar a temática do futebol, em uma época em que malandragem, samba e futebol andavam juntos no cotidiano brasileiro.
Flamenguista, Wilson Bapstista tem como destaque três sambas em sua obra que falam da paixão brasileira.
O “Samba Rubro-negro” é uma exaltação ao clube do coração, citando os craques da época e lembrando o ritual de ir ao Maracanã aos domingos. Wilson deixa claro neste samba, o seu mau humor quando o seu Flamengo perdia uma partida.
Já o samba “E o juiz apitou” é para muitos um dos mais bonitos de Wilson. Curiosamente ele não fala sobre o triunfo de seu time, mas sim sobre uma derrota para o Botafogo. Mais uma vez ele relato a ida habitual aos jogos, toda a expectativa coma vitória, para no final ver seu time padecer com a derrota.
E como a história de Wilson é cercada de mitos, dizem que o samba “O Bonde São Januário” teria outra versão para um trecho da letra. No lugar de “...o bonde São Januário leva mais um operário, sou eu quem vou trabalhar...”, alguns dizem que seria “...o bonde São Januário, leva um português otário pra ver o Vasco apanhar...”. Uma clara provocação ao maior rival do rubro-negro carioca.
E o Juiz Apitou
Eu tiro o domingo para descansar
Mas não descansei
Que louco eu fui
Regressei do futebol
Todo queimado de sol
O Flamengo perdeu
Pro Botafogo
Amanhã vou trabalhar
Meu patrão é Vascaíno
E de mim vai zombar
Mas não descansei
Que louco eu fui
Regressei do futebol
Todo queimado de sol
O Flamengo perdeu
Pro Botafogo
Amanhã vou trabalhar
Meu patrão é Vascaíno
E de mim vai zombar
Foram noventa minutos
Que eu sofri como louco
Até ficar rouco
Nandinho passa a Zizinho
Zizinho serve a Pirilo
Que preparou pra chutar
Aí o juiz apitou
Que eu sofri como louco
Até ficar rouco
Nandinho passa a Zizinho
Zizinho serve a Pirilo
Que preparou pra chutar
Aí o juiz apitou
Samba Rubro-negro
Flamengo joga amanhã
Eu vou pra lá
Vai haver mais um baile no Maracanã
O mais querido
Tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro mengo ser campeão
O mais querido
Tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro mengo ser campeão
Eu vou pra lá
Vai haver mais um baile no Maracanã
O mais querido
Tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro mengo ser campeão
O mais querido
Tem Rubens, Dequinha e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro mengo ser campeão
Pode chover, pode o sol me queimar
Que eu vou pra ver
A charanga do Jaime tocar:
Flamengo! Flamengo!
Tua glória é lutar
Quando o mengo perde
Eu não quero almoçar
Eu não quero jantar
Que eu vou pra ver
A charanga do Jaime tocar:
Flamengo! Flamengo!
Tua glória é lutar
Quando o mengo perde
Eu não quero almoçar
Eu não quero jantar
28.4.13
Próxima roda: domingo 5/5!
No próximo domingo 5 de maio tem roda do Brasilidades no Espaço 512. Roda na rua, samba pro povo. Samba pelo samba.Durante a roda, mais um espaço para os sambas autorais.
Leve o seu, das 18h às 19h, com cópias da letra cifrada.
O projeto Compondo a História traz mais um pouco sobre a obra de Wilson Baptista.
Domingo - 5 de maio
17h às 21h
Espaço Cultural 512
República, 512 - Cidade Baixa
Entrada gratuita.
17h às 21h
Espaço Cultural 512
República, 512 - Cidade Baixa
Entrada gratuita.
Com chuva, a roda acontece dentro do 512.
Todos lá!
Axé!
23.4.13
Wilson Baptista - Parte 1
Em 2013 o projeto Compondo a História abordará exclusivamente Wilson Baptista, que completa 100 anos. A cada roda de samba distribuiremos um material e lembraremos alguns sammbas do homenageado. Abaixo, o que rolou na última roda.
Wilson Baptista – 100 anos
Segundo Paulinho da Viola, Wilson Baptista foi o maior sambistas de todos os tempos.
Embora não tocasse nenhum instrumento, era afinado e criava belas melodias, sempre acompanhado de sua caixa de fósforo, ao longo de quase quarenta anos. Pode-se dizer que anteviu seu maior legado em um verso de Mundo de Zinco: “o samba foi minha glória”.
Mas o samba, que lhe ensejaria a glória músical, jamais lhe renderia em termos materiais o correspondente ao valor de sua obra. Wilson viveu sempre às voltas com dificuldades financeiras, situação que procurava amenizar compondo intensamente, mesmo em ocasiões de pouca inspiração. Daí resultou o extenso repertório com mais de 700 músicas.
Embora semianalfabeto, incapaz de escrever uma nota musical, Wilson seria um dos mais importantes integrantes da geração de compositores que fixou o samba urbano carioca. Ao contrário, porém, de muitos desses sambistas, ele não restringiu sua produção aos temas românticos, mas enriqueceu-a com canções que o qualificam como um perspicaz cronista de costumes.
As tragédias e comédias do cotidiano eram temas dos sambas de Wilson Baptista.
Nega Luzia
Lá vem a nega Luzia
No meio da cavalaria
Vai correr lista lá na vizinhança
Pra pagar mais uma fiança
Foi cangebrina demais
Lá no xadrez
Ninguém vai dormir em paz
Vou contar pra vocês
O que a nega fez
Era de madrugada
Todos dormiam
O silêncio foi quebrado
Por um grito de socorro
A nega recebeu um Nero
Queria botar fogo no morro
Oh seu Oscar
Cheguei cansado do trabalho
Logo a vizinha me falou
Oh! seu Oscar
Tá fazendo meia hora
Que sua mulher foi-se embora
E um bilhete deixou
O bilhete assim dizia:
"Não posso mais
Eu quero é viver na orgia"
Fiz tudo para ter seu bem-estar
Até no cais do porto eu fui parar
Martirizando o meu corpo noite e dia
Mas tudo em vão
Ela é, é da orgia
Acompanhe nas próximas rodas mais um pouco da histórica desse malandro centenário.
Axé!
Wilson Baptista – 100 anos
Segundo Paulinho da Viola, Wilson Baptista foi o maior sambistas de todos os tempos.
Embora não tocasse nenhum instrumento, era afinado e criava belas melodias, sempre acompanhado de sua caixa de fósforo, ao longo de quase quarenta anos. Pode-se dizer que anteviu seu maior legado em um verso de Mundo de Zinco: “o samba foi minha glória”.
Mas o samba, que lhe ensejaria a glória músical, jamais lhe renderia em termos materiais o correspondente ao valor de sua obra. Wilson viveu sempre às voltas com dificuldades financeiras, situação que procurava amenizar compondo intensamente, mesmo em ocasiões de pouca inspiração. Daí resultou o extenso repertório com mais de 700 músicas.
Embora semianalfabeto, incapaz de escrever uma nota musical, Wilson seria um dos mais importantes integrantes da geração de compositores que fixou o samba urbano carioca. Ao contrário, porém, de muitos desses sambistas, ele não restringiu sua produção aos temas românticos, mas enriqueceu-a com canções que o qualificam como um perspicaz cronista de costumes.
As tragédias e comédias do cotidiano eram temas dos sambas de Wilson Baptista.
Nega Luzia
Lá vem a nega Luzia
No meio da cavalaria
Vai correr lista lá na vizinhança
Pra pagar mais uma fiança
Foi cangebrina demais
Lá no xadrez
Ninguém vai dormir em paz
Vou contar pra vocês
O que a nega fez
Era de madrugada
Todos dormiam
O silêncio foi quebrado
Por um grito de socorro
A nega recebeu um Nero
Queria botar fogo no morro
Oh seu Oscar
Cheguei cansado do trabalho
Logo a vizinha me falou
Oh! seu Oscar
Tá fazendo meia hora
Que sua mulher foi-se embora
E um bilhete deixou
O bilhete assim dizia:
"Não posso mais
Eu quero é viver na orgia"
Fiz tudo para ter seu bem-estar
Até no cais do porto eu fui parar
Martirizando o meu corpo noite e dia
Mas tudo em vão
Ela é, é da orgia
Acompanhe nas próximas rodas mais um pouco da histórica desse malandro centenário.
Axé!
16.4.13
Samba Autoral I
Estão aí os três sambas que foram mostrados na primeira edição do projeto Samba Autoral do Brasilidades.
Durante a nossa roda de samba abrimos espaço para quem quiser mostrar sua obra.
Não tem inscrição nem seleção...é só chegar com algumas cópias da letra cifrada para o acompanhamento e mandar o samba entre 18h e 19h!
Durante a nossa roda de samba abrimos espaço para quem quiser mostrar sua obra.
Não tem inscrição nem seleção...é só chegar com algumas cópias da letra cifrada para o acompanhamento e mandar o samba entre 18h e 19h!
Deus dará um jeito nisso
(Alexandre MV/ Xanndy Sy/ Luciano Magalhães)
Deus dará um jeito nisso
Samba não é pecado não
Foi acalanto das senzalas
hoje é o que embala mestres salas
Vem da alma e coração alegria em comunhão
Deus dará um jeito nisso
Samba não é pecado não
Samba é ancestralidade
é força, é fé, é liberdade
Paz, Amor, Religião
Com o Samba eu aprendi o que hoje sei
acuado já fui réu, fora da lei
defendendo com afinco, acreditei
e hoje, conquistei a liberdade
e por isso que eu peço em louvor
Deus devolva o samba a nós, nosso senhor
traz de volta o teu axé, tua verdade
mostrando sua identidade
Chega Aí Zoeira
(Chico Silva)
Chega ai zoeira já é sexta feira e eu quero sambar
Cantar a noite inteira no asfalto ou ladeira pro mal afastar
E o cantar é samba e na roda de bamba eu quero ficar
Para escutar num grito um partido bonito de se exaltar
Chega de conversa e vê se te apressa não vá se atrasar
E chega animado que é nós desse lado e a tristeza pra lá
Vem junto comigo meu bem eu duvido que não vá gostar
Com o pandeiro eu te agito e te levo bonito no sapatear
E se ficar quente se pá, de repente e depois de cantar
Te levo pra casa sem mulher e samba eu não posso ficar
Nós fazmos três filhos, “montamo” uma banda e vivemo a cantar
Samba do Joaquim ( o samba não tem hora)
(Vovô Zé)
O mundo todo espera
Joaquim, encantamento
um raio de luar
O povo samba
dança e canta feliz
pra te ver e amar
A lua, o sol, estrelas, o mar
Poesia a nos inspirar
O Samba não tem hora
Leva a tristeza embora
pra não mais voltar
O samba não tem hora
Leva tristeza embora
pra te ver chegar
Para ouvir esse último samba, Clique aqui
E o teu samba, já está pronto pra próxima roda do Brasilidades?
Axé!
Para ouvir esse último samba, Clique aqui
E o teu samba, já está pronto pra próxima roda do Brasilidades?
Axé!
4.4.13
Tem roda nesse domingo!
Nesse domingo 7/4 a roda de samba do Brasilidades volta pra Cidade Baixa, com espaço para os sambas autorais além de lembrar o centenário de Wilson Baptista.
Te agenda aí:
Domingo - 7 de abril
17h às 21h
Espaço Cultural 512
República, 512 - Cidade Baixa
Entrada gratuita
Lembrando que o samba autoral ocorrerá entre 18h e 19h.
Quem for mandar o seu samba deve levar 10 cópias com letra e cifra.
O projeto Compondo a História lembrará durante o ano de 2013 os 100 anos de Wilson Baptista!
"Sambei 24 horas, sambei
Sambei tanto que a sandália furou
Ele me viu de madrugada pulando na calçada
Quando cheguei não quis abrir a porta do chatô."
Cheguem cedo.
Domingo, todos pra batucada!
Axé!
Te agenda aí:
Domingo - 7 de abril
17h às 21h
Espaço Cultural 512
República, 512 - Cidade Baixa
Entrada gratuita
Lembrando que o samba autoral ocorrerá entre 18h e 19h.
Quem for mandar o seu samba deve levar 10 cópias com letra e cifra.
O projeto Compondo a História lembrará durante o ano de 2013 os 100 anos de Wilson Baptista!
"Sambei 24 horas, sambei
Sambei tanto que a sandália furou
Ele me viu de madrugada pulando na calçada
Quando cheguei não quis abrir a porta do chatô."
Cheguem cedo.
Domingo, todos pra batucada!
Axé!
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